quarta-feira, 24 de maio de 2006

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Não é o coração, nem a tua voz, nem mesmo a minha cabeça. São os meus olhos que se partem em infinitos cristais, reflectindo a tua fotografia, rasgada, que mantinha na cabeça.
Bem sei que colhi mais maçãs do que tu, mas as que colheste são fruto de um segredo não prometido. O teu silêncio foi, para mim, muito mais doloroso do que o grito que agora me sai pelos ouvidos.
E dói. Eu sei que dói. Mas dói mais saber em atraso do que o arranhão das palavras que te saíram. Gritaste-me que já não somos um só, porque se o fossemos não haveriam silêncios guardados numa outra caixinha.
Por isso, agora dói.

24 Maio 2006 : 02.38

3 comentários:

digoeu disse...

crescer dói, como alguém disse e isso de ser "um" é utopia que na prática não tem assim muita graça!!
continuas com a capacidade de olhar e ver independentemente de tudo,não??
;)

ines disse...

Dói.
A dor é vazio.
A dor é inimiga.

(e postar mais vezes?)

Beijo*

andré disse...

a relação acaba, o amor vai desaparecendo como se de nevoeiro se trata-se, mas tu continuas a viver.

Um passo de cada vez e conseguirás alcançar novos amores.

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