segunda-feira, 29 de maio de 2006

Empty.





Something has left my life
And I don't know where it went to
Somebody caused me strife
And it's not what I was seeking

Didn't you see me didn't you hear me
Didn't you see me standing there
Why did you turn out the lights
Did you know that I was sleeping

Say a prayer for me
Help me to feel the strength I did
My identity has it been taken
Is my heart breaking on me

'Cos my plans they fell through my hands
They fell through my hands on me
All my dreams it suddenly seems it suddenly seems
Empty




Empty - The Cranberries

quarta-feira, 24 de maio de 2006

.

Não é o coração, nem a tua voz, nem mesmo a minha cabeça. São os meus olhos que se partem em infinitos cristais, reflectindo a tua fotografia, rasgada, que mantinha na cabeça.
Bem sei que colhi mais maçãs do que tu, mas as que colheste são fruto de um segredo não prometido. O teu silêncio foi, para mim, muito mais doloroso do que o grito que agora me sai pelos ouvidos.
E dói. Eu sei que dói. Mas dói mais saber em atraso do que o arranhão das palavras que te saíram. Gritaste-me que já não somos um só, porque se o fossemos não haveriam silêncios guardados numa outra caixinha.
Por isso, agora dói.

24 Maio 2006 : 02.38

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Viagem.

Comecei uma viagem. Acho que acabei por abandonar as árvores do meu jardim para descobrir um deserto. Os cigarros e a Lua são a minha única bagagem, e um mapa qualquer, desenhado por mim num momento de euforia. Onde estou, não sei. Perdi-me algures na esperança de me encontrares. Já nem oiço o teu nome como gotas de chuva no coração. Por estes lugares não chove. Há uma luz de um sol qualquer e as nuvens só dentro de mim.
Sou um forasteiro. Um pirata de novos corpos, sedento e implacável no seu desejo. Acho que voltei a nascer: mais frio, sozinho, viciado num jogo onde lanço sempre os dados. E o acaso é a minha sorte.
Sei lá eu em que corpo cresci. Já não é o mesmo que tocaste. Muda todas as noites, numa metamorfose constante. E seduz-me. E a cada dia que passa, são menos as palavras que me deixa escrever.

17 Abril 2006 : 05.50

segunda-feira, 3 de abril de 2006

O início.

MortevidaviversofrercairfugirsaltarberraramigosalegriafantasiaamizadebondademaldaderacismopreconceitorepugnânciadespresoguerramilitarpátriabandeirahonranobrezaazulcéuparaisoDeusanjosasaspássaropombapazfelicidadeamorpaixãocoraçãonamoradosbeijosternuradoçuradocelojacomprasdinheiroricopobresujoruapasseiopassearsapatospéspernascorpodoençamédicoprofissãofaculdadeescolatestesnervosataqueterrerorismopânicogritarouvirpensarreflectirescrever.

Escrito por mim com 13 ou 14 anos, sem saber que seria o início de um vício.


Sejam bem-vindos ao meu blog.