sábado, 7 de abril de 2007

Poço.

E se o cosmos se concentrasse na mesma varanda em que eu o admiro? Rodopiando sobre mil e uma estrelas descobertas de céu? Seria alucinação pertinente para merecer um beijo teu? Talvez encontrasse alguma certeza misturada no brilho verde da tua solidão, sonho premonitório de noites e dias de luz. Eu gostava de acordar todos os dias com um beijo na testa e dizer-te 'até logo' até voltares. Sonhas o mesmo que eu? Ou julgas que são feitas de metonímias todas as palavras que já te disse? Deixa-me beber-te mais um pouco, numa taça de vinho azedo para te sentir melhor o sabor. Quero sentir a acidez do teu toque no amanhecer lento de todos os dias e poder repetir sem parar o vício que já me possuiu. Arranha-me as costas para me dizeres que ainda cá estás, mas não me vejas chorar quando acordo sem ti. Não te prendas em fumos estranhos de cores por inventar porque esses encantos levam-te para mais longe de mim. Quero que voltes a sussurar-me ao ouvido e que grites por mais abraços. Loucura. Loucura. Loucura! Sentido impróprio de gostar da tua presença, mesmo que não haja qualquer lençol sobre nós. Mais um. Outro cigarro dos teus, de trago macio que não me deixa mais dormir, como sol alaranjado nas tardes de outono tardio. Abraço-te e não te deixo cair, e se caires voamos os dois para um poço redondo onde o fundo é feito do compromisso que assumimos os dois.

21 Março 2007 : 16.12

15 comentários:

dual_ disse...

sinto falta daquilo que és, daquilo que somos quando estamos juntos.
sinto falta da tua gentileza e sensibilidade...

Tenho vontade de te abraçar neste momento e de te retribuir tudo o que me fazes sentir.

*****

dual_ disse...

Gosto de ti, não apenas pelo que és, mas pelo que eu sou quando estou contigo.
Gosto de ti não apenas pelo que fizeste de ti mesmo, mas pelo que estás a fazer de mim.

Gosto de ti por saberes extrair o que há de bom em mim.

Gosto de ti por colocar a mão no meu coração transbordante passando por cima de todas as coisas frívolas e francas que não podes deixar de ver, e levando para a luz todas as coisas belas e radiantes que jamais alguém encontrou por não ter procurado tão fundo.

Gosto de ti por me ajudares a construir com os trastes da minha vida, não uma taverna e sim um templo, e com minhas palavras, não uma censura, e sim uma canção.

Gosto de ti por teres feito mais do que qualquer doutrina para me fazer feliz.
Fizeste sem um toque, sem uma palavra, sem um sinal.
Fizeste sendo tu mesmo.

BEIJO
(mais logo vemo-nos)

peterpan disse...

Sr. Ser confuso.
descodificado


acordar do isntante em que adormeci, sentir que te tenho.
e ao te deixar sentir que nao te tive, que nao sou, que nao fui, que podia ser, que talvez nunca irei ser. que da volúpia resultou banalidade e nao uma prova do sentimento.
usado, desfigurado.... com sono, cansado, exausto. enfrento me e nao me consigo perceber.
parto na locomotiva de sonhos que me levará ao mundo em que me sinto, em que me falo, em que nao me inibo.
corta-me, trespassa-me, sinto-me esventrado... como se uma fada de sonhos de cristal com eclipses de várias luas me tivesse arrancado o coração com uma faca, de lâmina afiada com um amolador de tempos idos.
da certeza de que nesse conto a tristeza não se torna no cliché da alegria provinciana dos finais felizes.
mas não agora, não assim, não com a certeza.
isolado do convite para o banquete daqueles que dos ossos e acções sitémicas sem ordenação criativa me fazem. estou, mas não estou. concentro me no luar, nas estrelas que nada me dizem.
o fascinio pelo cosmos nada me diz.
prende-me o olhar de solidão em montras de verdade que me levam para o mundo do que eu gostaria que fosse.
estive para assitir á minha desilusão, a minha consagração como macambúzio, como fauno dos mundos de negro e silêncio, onde a falta de palavras e expressões entusiásticas de apreço não são o motivo. mas sim a prova. que do tagarelar sem nexo a mim nada me diz. que realmente a mudança do caminho traçado e com certeza de te ter. se desvanece em sorver de alcool incontrolado, sem sentido, sem desilusão, sem alegria.
queria ter ido, mas não fui. fiquei e o que se revelou para mim . enfim, nao fez crescer, não.
fez me cair em mim, odiar me por não me revelar, por não mostrar que o sentimento da traição me assola, que me soa a falso. que me dói de morte sentir me uma objecto de jogos de ciúmes, de engano para a fome, de não ser o prato principal.
do canibalismo de mim mesmo paro. adormeço. não sinto aquilo que devia sentir. não o sinto de quem devia sentir.
e o bafo ofegente de sabor ácido e cheiro fétido de embriaguez não me traz de volta, não me aproxima... que o beijo de boa noite foi descaradamente dirigido ao seu objecto de adoração.
sinto me adereço de circo. de feira de aberrações.
muito.
muito pouco.
quase nada.
e de manha com a certeza que nada.
doi-me.
penso nas luzes de que da quimica evolutiva resultaram, avalio, distancio me. sorvo uma chavena de estimulante. sento me. e espero por resposta, mas ela não vem.
e o que serei eu no final do dia?
a certeza que não aquilo que desejas, mas o que encontraste como distração.
que a espera pela resposta da morada certa e o contar dos minutos e segundos, o assumir que o relógio mal começou se revela perante mim como aquilo que nao dizes ser o que sou.
não, não, não .
porque sozinho e distante não é sinónimo, e que de metonímias de mentira nao se constrói.
que a verdade não se faz de expressões fugazes. que deixei o certo pela certeza do incerto. que não me encontro em ti, que não faço parte do teu mundo.
que o meu mundo se desmorona á minha frente
sinto.
mas a partida é para breve. a locomotiva do tempo não espera por ninguém e a porta não se encontra aberta, que o revisor do bilhete me recusa a ida. comprei a viagem mas não sei se quero ir.
uma certeza tenho apenas.
que quero.
mas não quero assim.
que quero ser o tal.
e não quero ser mais quem serve de amusement.
que sou feito assim, de convicções, de abstrações, de silêncio, de vazio, de tudo o que talvez me conforte.

Posted by peterpan at 5:03 AM 0 comments


estamos mesmo um pouco confusos..
fuck you dual

dual_ disse...

Gostei de te ver... A companhia é que... UM BEIJO!
;)

Beno disse...

Bem... Acho que chegou a altura de me dizeres de uma vez por todas quem és. Assim poupas-me dores de cabeça. Pode ser?
Agradecido.

dual_ disse...

????? não sei se estou a perceber muito bem a questão...nem sei se estou a perceber onde estás a querer chegar ?????

*****

Beno disse...

dual_, para ser mais claro, gostava que me dissesses quem és. Nao faço ideia de quem são estes comentários. Obrigado.

Anónimo disse...

Never met a man quite like you
Doin all you can, makin my dreams come true
You're strong and you're smart
You've taken my heart
And I'll give you the rest of me too
You're the perfect man for me
I love you I do

Mmm I love ya


Never felt, quite like this
Good about myself
From my very first kiss
I'm here when you call
You've got it all
And confidence like I never knew
You're the perfect man for me
I love you I do

You've got a charm
You simply disarm me every time
As long as you drive
I'm along for the ride, your way,
I said it before,
There won't be a door that's closed to us
I'm puttin all my trust in you
Cause you, you'll always be true

Iiiiiiiiiiii!!!!!!


I never could have known
This would be
Ahhh, you and you alone, yeah
All for me.
I know you're the best, you've past every test
It's almost too good to be true.
You're the perfect man for me, I love you I do.
You're the perfect man for me, I love you I dooooooooooooooo!!!!!



existem muitas formas de o sentir! ;) Barbatana bluc bluc

dual_ disse...

Espaço
Paço, arte.
Respira, transpira, inspira;
sonhos, poesias, amor.
espargem...
seu brilho ofusca o sol.
Lindo!
Seduz-me mais ainda.
Centro das atenções
espelho esplêndido
espectáculos caleidoscópicos
astros e Deuses
espalham pétalas
pelo ar.
Super antena parabólica
que capta, solve, envolve.
Pousei.
Empossei.

dual_ disse...

"Fiquei ali parado,
calado.
Fitando com gosto
teu rosto,
sorridente, enigmático, atraente,
atrai... ente...
atrai
num abraço
dois corpos ao mesmo tempo, no mesmo espaço."

Sabes bem quem sou e como sou, foste tu quem começou... És tu quem impõe esta forma de estar... Na sombra...
Continuas a banalizar a palavra amo-te! A mentira dói quando é descoberta; mas a verdade, a culpa e a traição doem mais ainda, não é?
Apesar de tudo, estar ao teu lado durante o dia continua a saber-me bem...
Amo-te porque também dizes saber amar-me...

Beijos *****

"Dreams Do Come True!"
Remember?

dual_ disse...

Roubam-te a vida
e deixam-te o corpo.
Sem amor
repleto de dor.
Alma ferida,
sem vontade de dar
ou de receber...
Esquecido de ter
alguém para partilhar
- a vida, o corpo, o amor...

Roubam-te a vida
e deixam-te o corpo.
Tão belo e tão quente!
Entregas-te sem mente
a troco dum maldito copo
a qualquer um que pague
e que vais satisfazer,
desumanamente...

Pouco te importa saber
da constante fome
que tens de amar,
ou da vontade de viver
que pareces não ter
porque já esqueceste
o que dá sentido à vida,
provoca alegria e dor
tristeza e amor.

Roubam-te a vida
e deixam-te o corpo,
para amar sem saber
o que é o amor,
sem alma,
despido de amor.

Aqueces quem a ti vier
à procura do ardor
do teu corpo belo,
a desejar-se quente,
com vida aparente
amando sem amor.

Roubam-te a vida
e deixam-te o corpo.
Belo... indolor...
À espera do fim, sem amor
- e ainda em flor...


Até logo @ ...
Beijo *****

dual_ disse...

Bebi teu corpo
e nele me embriaguei
em prazeres sem fim
que me deste e que te dei.

Bebi até esgotar as forças
e deixei-me ir,
entregue à tua vontade,
saciando tua fome
sem de ti querer sair.

Embriagaste minha lucidez
e nada mais vi
que quisesse beber
ante o calor da tua nudez.

Bebi-te vezes sem conta
com vontade sempre nova
sorvendo-te com ardor
da primeira à última gota.


GOSTEI!! :)
Temos que continuar... ;)

BEIJO *****

dual_ disse...

Voar voar
Por todo o espaço voar
Sentir de perto o calor do sol
Nas nuvens quero tocar
E quando a noite chegar
uma porção de estrelas vou apanhar
Quero escrever bem grande no céu
o teu nome P-E-D-R-O


Compensaste pela atitude de ontem à noite... :)
BEIJO *****

dual_ disse...

Outra vez pra borga...
numa sede insaciável de mais e intempestivas loucuras pela frente... ;)

"Diz-te as palavras que queres ouvir...
Diz-tas apenas para ter o teu sim numa estranha vontade de apaziguar o falso desejo que fervilha dentro dele...
Mera subversão sentimental..."

Amo-te como nunca... Secretos idílios...

BEIJO *****

dual_ disse...

Que mais provas de amor queres tu?
Mantenho a DUALidade que tanto impuseste... Nos nossos segredos, nos nossos encontros... E nesta coreografia improvisada que tem sido a nossa vida vamos cartografando o corpo um do outro, sem sermos, sem nos pertencermos...
Chegou a hora, disseste... Eu já me libertei, faltas tu...


BEIJO *****